Desordem interior…

3 02 2010

“Descobri que minha obsessão por cada coisa em seu lugar, cada assunto em seu tempo, cada palavra em seu estilo, não era o prêmio merecido de uma mente em ordem, mas, pelo contrário, todo um sistema de simulação inventado por mim para ocultar a desordem da minha natureza.”

Gabriel García Márquez. Livro “Memória de minhas putas tristes”.





Já dizia Copérnico…

3 02 2010

“O mundo avança. Sim, respondi, avança, mas dando voltas ao redor do sol.”

Gabriel García Márquez. Livro “Memória de minhas putas tristes”.





Cinquenta e três anos, sete meses e onze dias com suas noites.

8 12 2009

“_Sigamos derecho, derecho, derecho otra vez hasta La Dorada.
Fermina Daza se estremeció, porque reconoció la antigua voz iluminada por la gracia del Espíritu Santo, y miró al capitán: él era el destino. Pero el capitán no la vio, porque estava anonadado por el tremendo poder de inspiración de Florentino Ariza.
_¿Y hasta cuándo cree usted que podemos seguir en este ir y venir del carajo?_le preguntó.
Florentino Ariza tenía la respuesta preparada desde hacía cincuenta y tres años, siete meses y once días con sus noches.
_Toda la vida_dijo.”

Gabriel García Márquez. Livro “O amor nos tempos de cólera”.





Pobres criados dos preconceitos…

8 12 2009

“Nós homens somos uns pobres criados dos preconceitos’, ele tinha dito certa vez. ‘Em compensação, quando uma mulher resolve dormir com um homem não há barreira que não salte, nem fortaleza que não derrube, nem consideração moral nenhuma que não esteja disposta a varar de lado a lado: não há Deus que valha.”

Gabriel García Márquez. “O amor nos tempos de cólera”.





L´amour.

8 12 2009

“Chegou a reconhecê-la no tumulto através das lágrimas da dor que jamais se repetiria de morrer sem ela, e a olhou pela última vez para todo o sempre com os mais luminosos, mais tristes e mais agradecidos olhos que ela jamais vira no rosto dele em meio século de vida em comum, e ainda conseguiu dizer-lhe com o último alento:
– Só Deus sabe o quanto amei você.”

 

“Rogou a Deus que lhe concedesse ao menos um instante para que ele não partisse sem saber quanto o amara por cima das dúvidas de ambos e sentiu a premência irresistível de começar a vida com ele outra vez desde o começo para que se dissessem tudo que tinham ficado sem dizer, e fizessem bem qualquer coisa que tivessem feito mal no passado.”

Gabriel García Márquez. “O amor nos tempos de cólera”.





Amores contrariados.

8 12 2009

“Florentino Ariza não deixara de pensar nela um único instante desde que Fermina Daza o rechaçou sem apelação depois de uns amores contrariados, e haviam transcorrido desde então cinquenta e um anos, nove meses e quatro dias. Não tivera que manter a conta do esquecimento fazendo uma risca diária nas paredes de um calabouço, porque não se havia passado um dia sem que acontecesse alguma coisa que o fizesse lembrar-se dela”.

Gabriel García Márquez. “O amor nos tempos de cólera”.