Apagando os rastros.

10 02 2010

“Julius saiu atordoado do consultório de Philip. Desceu a escada apoiado no corrimão, trôpego, e cambaleou ao sair na luminosidade do dia. Ficou em frente ao prédio, sem saber se virava à esquerda ou à direita. A liberdade de uma tarde sem compromissos trouxe confusão em vez de alegria. Julius sempre foi uma pessoa ocupada. Quando não estava atendendo pacientes, tinha projetos e atividades(escrever, dar aulas, jogar tênis, pesquisar) exigindo sua atenção. Mas, naquele dia, nada parecia importante. Ele desconfiava de que nada jamais teve importância, sua cabeça deu importância a coisas e depois, esperta, apagou os rastros. Naquele dia, ele enxergou através do emaranhado de uma vida.”

Irvin D. Yalom. Livro “A cura de Schopenhauer”.


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