Feiúra como única realidade.

7 01 2010

“Um único pensamento se arrastava de uma célula à outra de seu cérebro; e o desejo selvagem de viver, o mais terrível de todos os apetites humanos, excitava energicamente cada nervo trêmulo, cada fibra de seu corpo. A feldade, que tantas vezes havia ele detestado por tornar as coisas mais reais, agora lhe parecia aceitável pela mesma razão. A feiúra era a única realidade. As disputas grosseiras, os antros repugnantes, a violência crua de uma vida desordenada, a baixeza dos ladrões e dos criminosos, tudo isso possuía mais vida, em sua intensa realidade de impressão, do que todas as formas delicadas da Arte, do que as sombras sonhadoras da Poesia. Era de tudo isso que ele necessitava para esquecer.”

Oscar Wilde. Livro “O retrato de Dorian Gray”.


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