Numa única palavra.

30 11 2009

“_Porque eu a amei muito!
E, felicitando-se por ter transposto a dificuldade, León, com o canto dos olhos, espiou sua fisionomia.
Foi como o céu quando uma ventania afasta as nuvens. A carga de pensamentos sombrios que os entristecia preceu retirar-se de seus olhos azuis; todo o seu rosto resplandeceu.
Ele esperava. Enfim, ela respondeu:
_Eu sempre desconfiei…
Então, contaram-se mutuamente os pequenos acontecimentos daquela existência longínqua cujos prazeres e melancolias acabavam de resumir numa única palavra.”

Gustave Flaubert. Livro “Madame Bovary”.


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