Destroços de um poeta

30 11 2009

“León enfim jurara que não mais veria Emma; e reprovava-se por não ter mantido a palavra, considerando todas as dificuldades e as recriminações que aquela mulher ainda poderia trazer-lhe, sem contar os gracejos de seus colegas que trocavam mexericos pela manhã, ao redor da estufa. Aliás, ele ia tornar-se primeiro escrevente: era o momento de ser sério. Assim, renunciava à flauta, aos sentimentos exaltados, à imaginação_pois todo burguês, na exaltação da juventude, julgou-se pelo menos por um dia, por um minuto, capaz de imensas paixões, de altos empreendimentos . O mais medíocre libertino sonhou com amantes; cada notário traz em si os destroços de um poeta.”

Gustave Flaubert. Livro “Madame Bovary”.


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