Tão nossos…

24 11 2009

“Quanta paixão há em você! É isso que sinto em você. Não o sábio, o revelador, o observador. Quando estou com você, é o sangue que sinto.
Desta vez você não vai despertar dos êxtases dos nossos encontros para revelar apenas os momentos ridículos. Não. Não fará isto desta vez, porque enquanto vivemos juntos, enquanto você examina meu batom idelével apagando o contorno de minha boca, espalhando-se como sangue após uma operação(você beijou minha boca e ele desapareceu, o desenho dela se perdeu como numa aquarela, as cores escorreram); enquanto você faz isso, eu me agarro ao fascínio do momento(o fascínio, ah, o fascínio de estar deitada sob você), e o trago a você. Respiro-o à sua volta. Tomo-o. Sinto-me pródiga com meus sentimentos quando você me ama, sentimentos tão vivos, tão novos, Henry, não são perdidos na semelhança com outros momentos, tão nosso, seus, meus, você e eu juntos, não qualquer mulher ou qualquer homem juntos.”

Anais Nin. “Henry e June”.


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